“Uma verdade inconveniente” choca estudantes no CAC

Publicado por Marcelo em 6 de Abril de 2008

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Filme de Al Gore sobre o aquecimento global desmistifica problemática sobre a poluição do meio ambiente e aponta soluções para frear uma catástrofe anunciada

O documentário “Uma verdade inconveniente”, dirigido por Davis Guggencheim e premiado em 2007, trata a questão do aquecimento global como uma profundidade jamais vista. Dados recentes de cientistas do mundo todo apontam para uma catástrofe ambiental sem precedentes na história da humanidade. O filme, com duração de 100 minutos chocou os estudantes que lotaram o CAC na noite de quarta-feira, 2.

O tema é uma preocupação mundial crescente dos governos e a mensagem do documentário diz ser possível que cada de um de nós faça alguma coisa para evitar o superaquecimento da Terra. “Temos de ser mais racionais no uso da energia, da água, no consumo e no uso dos recursos naturais”, apontou Josemar Callefi, 38, um dos organizadores da I Mostra de Cinema e Vídeo Ambiental de Avaré.

A REATIVAÇÃO DO CAC - Callefi, nascido em São Roque (SP) e há 20 anos radicado em Goiânia (GO), é membro da Associação Brasileira de Documentaristas e veio para Avaré a convite de Orlando Alves, 44, produtor cultural de Bauru, e de Marcelo Ortega, secretário municipal da Cultura.

Callefi destacou que a reativação do Clube Avaré CAC é extremamente importante para a cultura e o desenvolvimento do cineclubismo em Avaré. “É um ganho muito grande para o setor”, disse, parabenizando a iniciativa do prefeito Joselyr Silvestre e do secretário de Cultura, Marcelo Ortega.

Callefi foi por nove anos coordenador do FICA – Festival Internacional de Cinema Ambiental, de Goiânia, que é o principal festival temático da América Latina e o quarto festival mais importante do mundo, só perdendo para três festivais da Europa.

Para ele, a primeira mostra de vídeos com temática sócio-ambiental de Avaré é essencial para que a mensagem da preservação do ser humano na Terra seja levada a todas as pessoas indistintamente.

ENVOLVIMENTO CULTURAL - Josemar Callefi apontou ainda que é de suma importância o envolvimento da comunidade criativa de Avaré em torno do CAC e sugeriu que as faculdades avareenses e da região lutem para abrir cursos voltados para à área da comunicação e audiovisual (cinema). “É necessário elaborar projetos e buscar apoio do Ministério da Cultura, criar associações e movimentar o Cineclube de Avaré”, destacou.

O produtor cultural Orlando Alves afirmou que o resgate do espaço do CAC para a cultura avareense e regional é, de certa forma, preocupante pois, segundo ele, é necessário criar políticas públicas de incentivo, manutenção e uso do espaço do cineclube. “Aqui, parece que a sociedade não está organizada e não há nenhum grupo formado para ocupar esse espaço e o poder público pode não dar conta de manter o CAC em funcionamento, se não houver políticas bem definidas”.

POP CINE
– Alves esclarece que há uma proposta em estudo pela Secretaria de Cultura de Avaré, de um grupo de empresários de São Paulo para que o CAC seja transformado em um POP CINE, ou seja, a sala seria utilizada para exibição de filmes culturais, documentários, filmes de arte e produções independentes, com a cobrança de ingresso (um terço do preço normal), mas sem a exibição de filmes comerciais como num cinema comum. “Fora isso, acho difícil ter outra saída. A não ser que surja na cidade um grupo disposto a encampar a idéia do Cineclube Avaré”, explicou o produtor cultural de Bauru.

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