Opinião - Djanira Ganha Espaço Em Avaré

Publicado por Marcelo em 6 de Abril de 2008

José Carlos Santos Peres

O prefeito Joselyr Benedito Silvestre inaugurou, no último domingo, o Memorial Djanira, num espaço (antiga CAIC) também por ele criado, quando de sua primeira gestão. Aliás, uma grande iniciativa na época, que toda aquela nobre área poderia hoje estar abrigando alguma empresa particular.

A instalação do Memorial contou com o aval do prefeito, a colaboração da Faculdade Sudoeste Paulista e o empenho da Secretaria Municipal de Cultura que criou para tanto um grupo de trabalho – voluntárias dedicadas à arte – para organizar todo o acervo e, a partir de agora, dar vida àquele espaço. Pretende-se transforma-lo em ponto turístico e “sala de aula” aos alunos da cidade.

Por questão de justiça vale destacar o papel desempenhado pelo jornalista/historiador Gesiel Junior que plantou a semente do resgate do acervo da pintora, nascida em Avaré em 20 de junho de 1914 e que ao longo de sua vida (faleceu em 31 de maio de 79), vivendo em São Paulo e posteriormente no Rio de Janeiro, construiu uma carreira artística da mais alta relevância.

Hoje o talento da pintora – quando jovem trabalhou nos cafezais de Avaré – tem reconhecimento internacional, com quadros distribuídos em diferentes museus e em acervos particulares.

O “retorno” de Djanira à sua terra constitui-se em iniciativa que merece aplausos e evidencia a boa gestão do secretario Ortega ao reunir pessoas ligadas ao tema e dar condições para que o trabalho fosse realizado.

É de importância extraordinária a criação do Memorial Djanira. Trazemos à cidade o que a cidade pertence. Fica a torcida para que, a partir de agora, aquele espaço cumpra com a sua finalidade e que Avaré saiba tirar bom proveito da situação, principalmente porque hoje somos uma Estância Turística e carecemos de pontos culturais relevantes para trabalharmos tal condição.

O Memorial Djanira marca e fecha com chave de ouro a gestão do Marcelo Ortega na Secretaria Municipal de Cultura e Lazer. É um acontecimento em tanto, cuja dimensão só será percebida, em toda a sua inteireza, com o passar dos anos. É uma obra que chega para eternizar-se. É o maior tributo que a terra pode prestar a sua filha ilustre.

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