Funcionários temporários
Funcionários temporários
Especialista em vendas recomenda que para se tornar um colaborador permanente é preciso manter um plano de ação com metas bem definidas
São Paulo, 18 de dezembro de 2008 – Natal é sempre tempo de oportunidade para quem está procurando um emprego, temporário ou não. Mesmo com a crise financeira que assola o mundo, esse problema ainda não mostrou suas garras em determinados segmentos do comércio, principalmente na área de vendas. De acordo com a Associ-ação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), mais de 113 mil vagas temporárias foram abertas no Brasil, número 8% maior em relação a 2007, sendo que cerca de 36.700 postos temporários foram aber-tos só no Estado de São Paulo gerando 5 mil empregos.
Para os temporários, há uma projeção positiva. Estima-se que 42 mil pessoas (37% do total) sejam efetivadas após as festas, sendo que em 2007 esse índice era apenas de 34%. De acordo com Marcelo Ortega, um dos cinco maiores especialistas em vendas e marketing, palestrantes e conferencistas, quem apostou nas previsões otimistas e deixou de lado o fantasma da crise, pode sim conquistar muito mais do que um em-prego por tempo determinado. “Hoje, a sociedade está diante de um momento de mu-danças. Ruins para alguns, mas desafiador para quem enxerga uma oportunidade de superação e crescimento. Se houver investimento pessoal e profissional, esses fun-cionários vão se destacar, enquanto os modestos se perdem e fracassam”, analisa o consultor.
A ocupação, mesmo que inicialmente seja por pouco tempo, se torna uma alternativa real, um percentual valioso, em comparação ao nada do resto do ano. Dependendo da situação, e da forma como se dedicam a esse desafio, esses trabalhadores podem conquistar um lugar definitivo. “Para concretizar essa meta, é preciso, além de com-prometimento, render e produzir acima dos demais. Ou seja, precisa mostrar que é uma opção vantajosa para seu possível contratante. Ser competente e executar a tare-fa dentro dos padrões de excelência, principalmente no que diz respeito ao atendimen-to ao cliente, é um grande ponto a favor, que poderá fazer com que o colaborador seja notado. Mostrar entusiasmo nas tarefas do dia-a-dia também contribui para que se ganhe respeito e, a partir daí, mais do que uma vaga por pouco tempo.
Às vezes é muito difícil ser um temporário, principalmente quando as pessoas da em-presa tratam-no como tal. Mas ter atitudes diante das dificuldades, e saber lidar com esse tipo de pressão, pode ser um grande diferencial. “Pessoas bem-sucedidas têm um forte e dominante propósito, um objetivo final suficientemente poderoso para fazê-las executar tarefas que os outros, definitivamente, não têm. São elas que perseve-ram, onde quase todo mundo desiste. São as que têm um olhar aguçado em direção ao futuro, mas vivem o presente de maneira intensa, viabilizando esse êxito”.
A atuação temporária, muitas vezes, funciona como uma porta de entrada para o mer-cado de trabalho, gerando também a oportunidade do primeiro emprego para os jo-vens. E para quem esta procurando nova colocação, representa uma possibilidade de qualificação e complementação do currículo. Aceitar diversas atribuições, e se com-prometer em executá-las da melhor forma possível, também pode ser considerada excelente iniciativa. “Obrigatoriamente, esse novo funcionário, temporário ou não, pre-cisa saber tudo sobre a área de atuação e desenvolver novas habilidades. Ser flexível e prestativo são qualidades que podem abrir várias portas”, acrescenta Ortega.
Outra dica valiosa, mas que via de regra é deixada de lado pelos mais introspectivos, é conhecer melhor os colegas de trabalho. “Quanto mais pessoas, de diferentes de-partamentos conhecer, maior será a chance de saber se há alguma oportunidade fixa. Envolver-se com a filosofia do local em que trabalha, e estar ciente da prática de sua rotina, pode ser uma grande arma de crescimento.”
Há algumas estratégias poderosas para o aspirante a um emprego fixo como demons-trar proatividade. “Quando acabar a tarefa, o colaborador deve questionar seu chefe, ou supervisor, se não há nada que possa fazer a mais, ou alguma outra tarefa que possa executar, para contribuir com o resultado final. Essa postura, com certeza, de-monstrará comprometimento, especialmente se isso der a chance de aprender coisas novas, ou participar de algum projeto diferente”.
Diferente do que muitos pensam, se promover no ambiente de trabalho é uma prática considerada positiva. “Essa medida é importante para que o supervisor possa conhe-cer melhor o futuro aprendiz”.
Sobre Marcelo Ortega
Marcelo Ortega é um dos mais requisitados conferencistas do Brasil. Palestrante inter-nacional está entre os cinco mais bem avaliados pelo público, com mais de 98% de aprovação em eventos como Congresso Nacional de Vendas e Fórum Expo Venda Mais pelo segundo ano consecutivo. Tem atuação no Brasil e também em Portugal e Espanha através de representante oficial "iZi Palestras-Speakers Bureau" na Europa. É vendedor nato, empresário e treinador focado em melhorar resultados de vendas e produtividade de equipes comerciais. Especializado em Vendas e Marketing, passou por todas as etapas como profissional da área: vendedor, supervisor, gerente, treina-dor e diretor de vendas de importantes empresas nacionais e multinacionais, liderando equipes comerciais por 16 anos.
Assistido por mais de 50 mil pessoas nos últimos seis anos, fez centenas de palestras de Vendas, Negociação, Motivação, Comunicação Eficaz e Liderança Inteligente em Vendas. Treinou milhares de pessoas em empresas como Petrobrás, Citroen, Pull-man, Pfizer, Amil, Kidde, Âncora, Tour House, Acav - Volkswagen, Drogasil, Daimler Chrysler, Rio Branco Papéis, Atento, Venbrás, Honda, Nossa Caixa, Unidas e Wyeth.
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