O maior palestrante de vendas do Brasil: Marcelo Ortega

Palestras de vendas personalizadas com o renomado palestrante de vendas internacional

Marcelo Ortega é palestrante de vendas, com grandes clientes que contratam palestras de vendas. Conheça melhor o palestrante e suas palestras agora!


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Como me tornei um entusiasta, treinador e palestrante de vendas

Comecei a vender com 11 anos: vendia doce na rua em frente ao prédio onde meu pai era zelador. Tínhamos uma vida muito simples, pouco dinheiro e muitos sonhos. Um garoto que estudava pela manhã, deveria brincar a tarde e fazer tarefas de escola, antes de dormir. Mas eu sentia a necessidade de ser útil. 

Via minha mãe com aquele grampo gigante na gaveta da cozinha, cheio de contas anexas para pagar. Via meu pai se matando de trabalhar naquele condomínio para ganhar um salário pequeno, que o fazia ter que carregar uma caixa de som do centro da cidade até Moema (zona sul de SP) para dar de presente ao Cris, meu irmão, de aniversário. Ele só teve o dinheiro da caixa de som, não sobrou para pegar um ônibus e teve que fazer tal esforço pelo filho. Nunca nos faltou nada e não estou aqui me lamentando das limitações financeiras. Aliás, acredito que Gandhi só foi Gandhi, pelo que ele passou. 

Eu me orgulho de ter tido a ideia de construir um carrinho de doces, como meu “Vodrasto” Pereira, aos 11 anos de vida. Foi um momento inesquecível, fazer aquela engenhoca, parte por parte, prego por prego, a cada pincelada de tinta, via meu sonho acontecer. No início do ano de 1985, lá estava eu iniciando minhas vendas. Ali, provei do valor do trabalho, do dinheiro suado, do quanto é ter relacionamento com público. Era um orgulho ajudar minha mãe, mesmo que ela fosse contra aquilo e me pedisse que fosse brincar. 

Aos 13 anos fui trabalhar como assistente de vendas da minha tia Tânia, representante da Marisol Malhas. Aprendi a parte administrativa da venda como preencher pedidos, qualificar mostruário, organizar a papelada. Estudei em escola estadual. EEPG João Borges, onde fiz amigos incríveis, que convivem comigo até hoje e, que destaco pelo quanto fizeram parte da minha formação como comunicador. Afinal foi nesta época que tive minhas primeiras apresentações, e aparições públicas como baterista, numa banda que formei com a turma. Músico precoce e autodidata, porém, sem grana para ter os equipamentos, decidi trabalhar numa loja de música, para poder comprar minha primeira bateria. Aos 14 era vendedor de  instrumentos musicais e descobri que adorava vender tanto quanto tocar. Descobri que as duas coisas me completavam. Com 16 anos, já cursando eletrônica no colégio São Judas Tadeu, entrei numa corretora chamada Galera Seguros, outra área desafiadora. Aprendi muito com de dois grandes mestres, os irmãos Galera. Aprendi a me portar numa empresa, ter aptidões de atendimento telefônico e como ser assistente comercial efetivamente, numa organização cheia de corretores vividos. 

Depois trabalhei com consórcios, com plásticos (matéria prima), até migrar para área de Tecnologia da informação, já que estava cursando eletrônica. Em 1988 – entrei na Contec, do amigo e grande mentor na minha carreira, Adorno Ragonezi Junior, onde tive meu primeiro cargo de liderança, em menos de 02 anos em sua empresa. Quando era técnico de informática, fazia atendimento a mais de 20 mil usuários de informática no centro de SP.  Quando me formei no curso técnico e iniciei engenharia eletrônica também na São Judas, eu tinha certeza que mudaria minha vida para parte técnica, usando as ciências exatas que estava estudando. Ledo engano, pois dado o meu lado comercial dito por muito, nato. Sempre acabava ou atuando em vendas ou liderando equipes e negociações comerciais, ainda que fossem ligadas a área de serviços de Tecnologia. 

Representei grandes marcas como Compaq, HP e cheguei a Ericsson em 1995, fabrica sediada em São José dos Campos, onde morei por mais de 05 anos. Quem me levou a estas empresas foi Ricardo Galebe, um dos maiores vendedores que conheci. Trabalhamos anos depois juntos, quando migrei para dirigir sua área de vendas, e em aliança posterior com uma empresa de São Paulo, a Interamericana de Software, voltei a São Paulo, para fazer o mais importante trecho de minha carreira profissional. Como era um projeto único, ligado ao Bug do Milênio, eu ia assumir o desafio de aprender sobre um software, formar equipe, treinar técnicos e posteriormente assumir o time comercial. Nesta época, aprendi muito com Antônio Marcelo Guarizo (CEO) e Alfredo Wagner Silva (Diretor de Vendas naquela época). Foi neste momento, que mostrei o que tinha aprendido nas multinacionais por onde passei. Por que pegar uma empresa grande e manter o estratégico, tático e operacional já pré-definido pelo board da empresa é fácil, ou relativamente mais simples. Entrar numa empresa de pequeno para médio porte – 35 funcionários – e contratar mais de 200 pessoas em 02 anos, fazendo com que ela chegue a faturamentos significativos – 15, 20, 30 milhões por ano, saindo do zero, praticamente, é que são elas.

Com a parceria com o Galebe, com o que aprendi com dezenas de mentores que passaram em minha vida e nesta última etapa como executivo, conquistei sucesso e respeito de muita gente, no meio de TI (tecnologia da Informação) como em outros segmentos ligados aos clientes amigos que fiz. Desde 1997, na HP e depois na Ericsson e InterAmericana, uma das principais e mais prazerosas competências que eu estava desenvolvendo era a de treinar pessoas. Tomei muito mais gosto quando formei centenas de vendedores nas duas últimas empresas e ainda revendedores que mantínhamos em todo o Brasil. Na busca de ser um grande profissional da área, me especializei em treinamentos de equipes comerciais começando pelo Instituto Dale Carnegie, depois pela Sociedade Brasileira de PNL, e em seguida, com Joseph O`connor –em sua formação de vendas com PNL que fiz em 2003 na Califórnia – EUA. Há 14 anos me mantenho atualizado em vendas e recursos humanos em vendas. Estudo demais para ter sucesso. Leio de 3 a 4 livros por mês. 

Investi mais de US$ 15.000,00 em duas formações como ProactiveSelling e SolutionSelling, quando ainda nem era do ramo de treinamento e educação empresarial. Participava de mais de 50 eventos anuais, dentre eles, o congresso nacional de vendas da KLA, maior empresa de treinamento do Brasil. Foi como cliente e almejando me tornar palestrante, que fui ao 1º. Congresso nacional de vendas na ilha de Comandatuba em 2001. Lá, eu e meu futuro sócio numa empresa de treinamento, o Paulo Alvarenga, gastamos mais de R$ 10.000,00, tudo para investir no sonho, no prazer imenso de consolidar minha vida nesta maravilhosa e difícil área de palestras. Os investimentos nunca cessaram, talvez por isso, consiga me manter entre os principais especialistas de vendas do Brasil, da América Latina e Portugal (Europa). 

Em 2002 abrimos a Oxigenium do Brasil. Eu, Paulo e Antonio Marcelo, de quem me tornei sócio na InterAmericana de Software, pelo tanto que trouxe de resultado para a empresa. A Oxigenium teve grande sucesso, mas não era bem o que queria. Tínhamos uma empresa com 04 produtos: Vendas, Relações Humanas, Liderança e Oratória. Eram 04 programas de treinamentos, mas o que mais vendia, que tinha demanda era o que eu tinha maior domínio e fui o maior responsável por criar: o Sucesso em Vendas. 

Deixando as mazelas de lado, por que você deve saber os conflitos que podem surgir numa sociedade, eu decidi abrir mão da Oxigenium e me lançar no mercado, com uma mão na frente e outra atrás. Isso mesmo, larguei minha carreira de executivo e sócio (diretor comercial) da InterAmericana, minha sociedade na Oxigenium, toda a segurança que tinha como um bom salário, bonificações, benefícios e um grande empreendimento (a empresa de Treinamentos) que estava crescendo, para fazer algo ligado realmente a minha área de vivencia, experiência e profunda dedicação nos estudos: a área de vendas. 

Não queria mais dar outros treinamentos, nem ser bom em tudo. Dizem que o pato faz tudo: anda, mas anda mal. Voa, mas voa mal. Nada, mas nada mal e até, canta, mas canta mal. Fazer tudo não dá. Foi assim que apresentei meu produto, o Sucesso em Vendas, método e treinamento o meu nome para todo o Brasil. Fizemos 05 eventos na principais capitais brasileiras e achei que ali estava se firmando meu nome, minha marca, meu futuro. 

Foi aí que descobri o fracasso. Eu tinha reconhecimento de quem me conhecia. A KLA teve excelentes avaliações dos participantes. Eu tinha um site e um modelo de marketing barato, feito pela internet. Mantinha relacionamentos com promotores de eventos de mercado. Fazia o que devia fazer: networking, mídia, conteúdo de graça para atrair pessoas. Mas nada disso me dava o tanto que eu precisava para pagar minhas contas e manter um pouco do padrão de vida que tinha. Em dois anos, eu literalmente quebrei. Falido, mas entusiasmado como sempre, aprendi de fato, que mesmos meios só levam aos mesmos fins. Foi assim que decidi mudar. 

Por ideia do meu amigo, Ricardo Galebe (in memorian), decidi criar um talão de cheques, para funcionar como um voucher presente de treinamentos que realizaria. Nesta época nasce a ASAS UpSelling, nome que dei a empresa que dirijo até hoje. A ASAS era quem assinava o cheque, não o Marcelo Ortega. Com este artefato, ia de porta em porta nas empresas que conhecia e, com a ajuda do Galebão, consegui muitos prospects (clientes potenciais). Eu dizia nas reuniões que queria treinar a equipe toda de vendas, mas para que tivessem segurança do retorno que meu treinamento daria, eu fazia uma amostragem em tal data, dando um voucher para aproximadamente 10 % das pessoas da equipe de cada empresa que eu visitava. Assim levei mais de 05 vendedores do ShopTour, 12 da TGV Citroen, 8 da Editora Segmento, entre  outras.

Após o treinamento de 20 horas – é como era feito o método Sucesso em Vendas por completo – eu me reunia com o RH ou gerente de vendas das empresas para ver se seus vendedores haviam melhorado. Em caso positivo, meu acordo feito inicialmente com a entrega do voucher, era que treinasse os demais. Somada as pessoas que faziam parte de todas as empresas que dei vouchers de treinamento, chegamos a um total de 600 vendedores, que foram treinados por mim nos meses seguintes. 

Neste ano, 2004 – esta foi minha grande conquista, fruto de criatividade. No ano de 2005, decidi escrever meu primeiro livro, que foi publicado em 2006, ano em que cheguei à marca de mais de 60 palestras empresariais. 2007 fiz mais de 80 eventos, 2008 também e em 2009 cheguei a 03 dígitos, fiz 107 eventos. Em 2009 publiquei meu segundo livro, o Inteligência em Vendas – fundamentos do líder inteligente educador – que trata como formar, treinar e comandar equipes comerciais.

De lá para cá, tenho sido reconhecido entre os 5 maiores especialistas de vendas e liderança gerencial do Brasil. Tenho tido em média 8 a 10 eventos empresariais por mês, e de vez em quando, chego a dobrar essa média. Tenho medo de um dia chegar em minha casa e ouvir meu filho dizer: “Ei mãe, tem um homem aqui na porta!”. Mas, a vida que quis é essa e, sou extremamente entusiasmado com cada ano que passa, com os avanços de minha equipe, de meus clientes, de minha vida. 

Quis contar a você um pouco sobre mim, para que não ache que eu estudei nos melhores colégios, que fui um playboy ou filhinho de papai. Nada contra ter dinheiro, gosto dele. Mas foi por ter passado uma infância difícil e por ter ficado 2 anos quebrado, sem conseguir pagar prestações de meu apartamento, de meu carro, dos cartões de crédito e do cheque especial, que aprendi a força do entusiasmo. Foi largando minha zona de conforto, abrindo mão de minha carreira como diretor de vendas, em grandes empresas, com grandes salários e benefícios que fiz meu sonho se tornar verdade.

Quis que soubesse aonde cheguei e que quero sempre muito mais, mas especialmente soubesse de onde vim e o quanto me orgulho disso, para comprovar que pratico aquilo que falo para as pessoas fazerem.

 


© Marcelo Ortega 2020.

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