O maior palestrante de vendas do Brasil: Marcelo Ortega

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No fundo, ninguém quer o raso



“No fundo, ninguém quer o raso”

Frase de Fernanda Gaona, pensadora.

Mas eu tenho a impressão exatamente ao contrário. No fundo, as pessoas curtem ficar no raso.

A complexidade de nossas vidas digitais nos dias atuais, dada a onda de conteudistas e especialistas em tudo, em que todos expomos nossas histórias, experiências e opiniões, passamos a ter um dilema sobre aquilo que podemos acreditar. Banalizamos profissões importantes, e alguns destes erros serão percebidos pelas próximas gerações, ou não.

O editor respeitado de um importante veículo de comunicação, não tem mais valor como antes. Todo mundo edita conteúdo hoje, sem checar veracidade ou ter técnica jornalística.

As relações são mais superficiais, ocasionais, de conveniência. Vejo pessoas se relacionando com outras sem a menor afinidade, mas por interesse ou comodismo digital. Apoiamos aqueles que nem conhecemos, porque estão marcados como amigos, ou são amigos de amigos. Damos credito a opiniões politicas retrogradas, extremistas, canalhas, por simplesmente pertencer a um grupo em que sequer autorizamos que nos colocassem neles, nas mídias sociais.

É meus amigos... este mundo está muito louco.

Estudar hoje é dar Control C e Control V em conteúdo. Ninguém mais vai numa biblioteca pesquisar, fazer resumos, ler e entender o que está sendo pedido pela professora.

Velocidade é a palavra de ordem, na escola, nas empresas, na família. Estudamos rápido, trabalhamos mais e de forma muito mais veloz, e se der, passamos em casa para ver nossos familiares.

Sei lá... onde isso vai dar.

O raso provoca uma sensação em mim de vazio. Não consigo ver o copo meio cheio quando estou olhando as dificuldades de muitos profissionais ou jovens aspirantes a uma profissão em se relacionar.

As pessoas não curtem conteúdo nas redes sociais. Curtem fotos, fofocas, intrigas e tragédias.

Os Youtubers que influenciam seus filhos e o meu, deveriam ser (em sua maioria) banidos da audiência livre. Eles deveriam ser proibidos para crianças, em geral. Ensinam como se tornar um inútil, que ri do mundo e das pessoas, que apenas as palhaçadas importam. Poucos mostram o caminho da valorização a família, aos mais velhos, a educação dos pais. Poucos mostram que estudar e trabalhar é o que realmente importa ao jovem que quer ter uma vida digna e útil.

Eu não sou avesso a tecnologia, aliás, advenho do mundo da informática. Passei 12 anos em multinacionais de hardware e software e confesso que graças aos avanços da internet, temos um mundo melhor hoje: com informação sempre disponível, comunicação direta e eficaz por todo o planeta, conectividade entre as pessoas, muito mais eficiência na cadeia produtiva industrial e agrícola, etc.

Mas como vendedor e treinador de equipes de vendas, há quase 20 anos, área onde as relações humanas dependem de confiança e profundidade, não se pode fechar os olhos para o que está acontecendo. O mundo está cada vez mais "de plástico", superficial, pouco relacional. Se os vendedores do futuro forem o resultado da juventude de hoje, os clientes não terão importância. Valerá mais o algoritmo do sistema de vendas que tentará empurrar produtos e serviços, pelo modelo de big data. Essa tal experiência do cliente será uma farsa, porque seremos mapeados por inteligência artificial que irá, ao certo, nos cansar pela sua previsibilidade. A educação comercial será irrelevante, já que os processos serão "commoditizados". Será que o cliente (eu ou você), queremos isso no futuro? Você trocaria uma consultoria em vendas por uma rotina digital de relacionamento artificial?

Será que não é hora de por a tecnologia no seu lugar, onde ela nos ajude e não nos substitua e deixe com que sejamos robóticos, indiferentes, rasos?

Avalie se sua empresa não está errando na mão, ao sustentar valores que não primem pela credibilidade, especialidade, profundidade.

No raso, não se sente o mundo a fundo! Entre de cabeça!


© Marcelo Ortega 2020.

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